quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Procrastinação

Em verdade vos digo
Não consigo me libertar
Como uma triste órfã
Ainda espero por um fim.
Que a humanidade entenda
Meus restos fotográficos
Despedaçados...
Nas suas esmolas virtuais.

Poetas malditos não vivem de amor!
Se desmancham em versos de Rimbaud.

Por onde andas não avisto
E adio momentos de tortura
Tua violência à distância
Sobrevivo ao meu próprio caos.
Confessa teus crimes!
Tua submissão sexista
A covardia é para os fracos
Opressão do patriarcado.

Radicais não vivem de amor!

Se empoderam e fodem com Foucault.

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