quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Procrastinação

Em verdade vos digo
Não consigo me libertar
Como uma triste órfã
Ainda espero por um fim.
Que a humanidade entenda
Meus restos fotográficos
Despedaçados...
Nas suas esmolas virtuais.

Poetas malditos não vivem de amor!
Se desmancham em versos de Rimbaud.

Por onde andas não avisto
E adio momentos de tortura
Tua violência à distância
Sobrevivo ao meu próprio caos.
Confessa teus crimes!
Tua submissão sexista
A covardia é para os fracos
Opressão do patriarcado.

Radicais não vivem de amor!

Se empoderam e fodem com Foucault.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Espírito Natalino

Entoar sofríveis canções
Sem rima, sem métrica, sem nada
A obra de arte é um rabisco
Já nasce defeituoso e se encerra em si.

E servirei palavras sem mensura
Palavrões não serão censurados.

Me desfaço em goles de vinho
Um privilégio burguês
E se desafino no meio do ensaio
E porque me falta coragem.

Venha caminhar na lua comigo
As estrelas me acenam.

E o espírito se esvai com minha dor
Não permaneço e me nego a sentir
Minha natureza estranha e vândala
Que não sabe mais onde se perder.

E se não te vejo não posso destruir
Todo o amor que mora em mim.