segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Sabotagem

Em cada amanhecer, a escuridão.
Meus olhos se abrem ainda sem enxergar
E não há mais nenhum lugar
Que irá me receber.

Em cada porta aberta, o vão.
Meu caminhar mesmo devagar se perde
E nunca existiu um abraço sequer
Para me confortar.

Em cada sentido deturpado, a sabotagem.
Minha mente envenenada repousa
Na criação de um sistema complexo
Criado para me redimir

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Soneto da maior tristeza

Meu coração não sabe mais
Por quais veredas me deixar levar
Por qual sorriso me encantar
E tudo o que posso sentir.

Meu coração odeia e ama
Simultaneamente
Integra e separa
Em múltiplas combinações.

Ontem ele amou demais
Hoje ele sofre demais
E o amanhã não foi previsto.

Apenas me desfaço
Nas lembranças efêmeras
De uma felicidade dúbia.