terça-feira, 30 de setembro de 2014

Todos.

Ao meu lado não existe ninguém
E ao redor o mesmo se repete
Até eu cansei de meus convites
Mas se esperar, não há ninguém.

Têm dias que eu só queria alguém
Têm noites que eu só queria sair
Ver pessoas que me fazem rir
Encontrar e ser feliz com alguém.

Ninguém me faz solitária
Sou evitável em qualquer lugar.
Alguém abre um sorriso vazio
E tomo meu rumo pra casa.

Alguém me lamenta fragilmente
E me afasta porque é tolerante
Ninguém me acolhe de graça
Visto que não é importante.

E se alguém leu isto até o final
Ninguém vai acreditar
É apenas um poema de alguém.

Que ninguém vai amar.

domingo, 28 de setembro de 2014

A primavera não começa no dia 28.

E se foi mais um inverno maldito
Em que fui abandonada para morrer.
O equinócio anuncia o fim da guerra
E a cicatrização das piores feridas
As noites são como os dias.

Vou acreditar na primavera austral
Mais do que muitos desejam no reveillon.
Rever minha Ártemis e me entrelaçar
Pois é o fim das fraquezas entorpes
Somente vida, flores e cores.

Meu eu-lírico enfim se liberta
Após três anos de ilusão.
E mesmo depois de tanto frio
Ainda transcendo e derreto
Sem despedaçar.

E agora é só deixar o Rio te levar...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Patrícia

Meu poema agora é teu
Em cada palavra
Aos poucos o medo liberta
Tudo o que guardei pra te dar.

Sua honestidade sem reservas
É fonte de inspiração
Não sabes o quanto me fortalece
Com sua rude delicadeza espinhal.

Nada é complicado demais
Dispenso a propriedade
Preciso apenas da verdade
De tudo que posso sentir.

Que seja platônico
Tão intenso o quanto
E se é apenas sonho
Que eu não acorde mais.