segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Geração Roubada.

Hoje faço 33
E se faço 33 é porque venci
Me aventurei desde o nascimento
Em uma jornada bizarra e silenciosa.
Fui fraca, fui forte, destemida e covarde.
Me perdi e não morri...
Me entreguei e não me rendi.

Muitos foram o que caminharam comigo
E depois escolheram outro trajeto
São momentos de lembranças sublimes
Dos muitos que não vejo mais.
Não os culpo, sobrevivemos quase juntos.
E agora são rostos, nomes e memoriais...
que avistamos em redes sociais.

Hélcios, Alyssons, Raphaelas; Kelles,
Robertas, Cassianas,; Alines ,Juniors
Andrés, Sayuris, Iuris, Marcelas;
Danielas, Michelles, Verônicas
E Maurícios...

Tantas histórias que se atravessam
A mais pura alienação de uma época
Histórias curtas, prolongadas, finalizadas.
Não amaldiçoem a minha geração!
Não culpem os adultos...
Que um dia foram vanguarda
De uma juventude traída
Iludida e roubada de seus ideais.
Uma geração que só pode avançar
Sobre si mesma...
Atropelou os sonhos de uma revolução
E agora se fortalece nas lutas
Dos que vieram depois.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sublimando.

É possibilidade vivida e repetida
Por inúmeras vezes, seguidamente...
Retorno ao caos e não consigo sair
Irei transcender antes que desperte

Não acenda as luzes das estrelas
Por hora quero a escuridão
Encerrando meus devaneios
E compartilhando meus surtos

Não é mais um ensaio
A execução será fiel aos propósitos
A dor cessará na beleza morte
E seguiremos

Não sou irmã, filha, neta, mãe.
A herança sobra para os cálculos perniciosos
É maldição de quem persegue
E o mal costuma desejar

É muita energia desperdiçada
É muita tristeza pra nada
Com gosto me entrego
E me rendo ao ponto final.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ensaio.

Não sinta pena de ninguém
Não avise a ninguém
Não deixe cartas, bilhetes
E muito menos poemas no blog.

Sua história é só mais uma
Tua depressão apenas te isola.
Teus medos, feridas...
São seus e de mais ninguém.

Não culpe ninguém por suas escolhas
Não procure desculpas, lamentações
Pratique um ato final e absoluto
Sem punir sequer a si mesmo.

Lembre-se de que é uma vitória
A realidade não te serve mais
Não tem família, amigos, amor.
Nada vai te atrapalhar.

Procure a forma menos dolorosa possível
Não deixará rastro para o sofrimento.
Não dê despesas, sujeiras e problemas.
Pague as contas e deixe tudo organizado.

E se tudo der certo e a morte chegar.
E saiba que não é covardia
Talvez seja o único ato de coragem
De tua existência insignificante

Incapaz...

Como seguir em frente
Eu não sei
Não consigo nem levantar.
Me falta ar...
Me falta amor...
Suficiente para superar.

É orgulho ou maldição?
É um transe irracional?

Não sou vítima e muito menos
A vilania me convém
Não encontro meu espaço
Me falta vida...
Me falta perfeição...
Para continuar.

É ciúme ou transição?
É uma previsão?

A solidão não me amedronta
A falsidade sim.
Não sou digna o bastante
Me falta tudo...
Do fisiológico ao espiritual.


Incapaz...

É a chance do fim. (poema de qualquer jeito)

Tantos poemas, tantos sorrisos...
Tantas palavras bonitas.
Tantas datas, horas, encontros...
De que valeu se o que estava guardado
Transbordou.

Mãos fechadas em punho
Dentes brancos à mostra
Hipocrisia escondida e latente
Esperando o momento de libertar
Todos os palavrões possíveis.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de boas notícias
E nem das más.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de seus pares
Saber da tua vida

Sem medo me jogo nas trevas
Sei do esquecimento,
Do sofrimento.

Mas me entrego.

A traição é mais profunda
Do que se comenta
São intensos os efeitos
E imediata a resposta
É a chance do fim.