terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifesto da Tristeza.





Se tudo é realmente inquietação
E depois a explosão.
O povo acordado, botando tudo pra fora.
Os gritos ecoam, a raiva contida se espalha.
E escorraça demônios opressores.

Mas,
Alguém precisa se guardar.
Alguém precisa ser ao egoísta.
Alguém precisa sofrer sozinho
Por uma causa que não é coletiva.

Se tudo é realmente dor
E depois anestesia.
Uma tristeza transborda, me afoga na cama.
Os sons cessam, a mente mergulha no escuro.
E encerra um coração que não é revolucionário.

E,
Alguém precisa se trancar.
Alguém precisa ruir.
Alguém precisa dormir
E não mais despertar.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Autoavaliação.


* Gostei tanto desse trabalho, da disciplina e da professora que decidi publicar em meu blog. Afinal, o blog é meu!


 Nunca fui muito boa em autoavaliação, mas acredito que o método se bem trabalhado pode ser mais satisfatório que qualquer prova, entretanto, a dificuldade está em conseguir fragmentar todo o meu aproveitamento na disciplina em critérios, mesmo quando esses critérios são relevantes ao somatório de todo o conhecimento adquirido.
Porém, irei enfrentar este dilema como um exercício, assim como tento fazer em todas as verificações e muitas vezes, por indisciplina não obtenho o resultado esperado, mesmo que apenas a aprovação em determinada matéria, seja esperada. Porque convenhamos, existem realmente cursos que nos preocupamos apenas com a obrigatoriedade da aprovação e não atentamos para elementos que realmente podem ser aproveitados academicamente e inclusive, na práxis profissional.
Com a “Administração Educacional” não foi assim, desde o primeiro dia de aula em que o curso nos foi apresentado eu sabia, que a minha perspectiva seria diferente dos demais alunos e desde então, me interessei em realmente aprender e devo isto, não somente a uma professora maravilhosa, como também, à literatura indicada, aos debates e troca de experiência em sala de aula e também os trabalhos escritos que envolveram a disciplina. Amei o filme: “Quando tudo começa”, que serviu de fundamento para a avaliação, como também, o que foi recomendado sem intenções: “Da servidão moderna”, que considerei um “choque”, uma “porrada”, em todos os valores previamente e socialmente construídos desde o meu nascimento, a verdadeira face do capitalismo e da ordem dominante.
Com relação ao livro indicado: “|Administração Escolar introdução crítica”, tornou-se um dos favoritos em minha pequena biblioteca, pois fez com que eu compreendesse Marx e Gramsci em uma área de conhecimento que carece de princípios que não sejam produzidos pelo capital, e junto com Lukács, fizeram com que eu tomasse parte de uma consciência crítica e reconstruísse a minha formação docente pautada pelo sentido de classe ao qual pertenço e ao seu lado devo lutar: a classe dos trabalhadores.
No entanto, não é somente de paixão ideológica que se faz uma disciplina e confesso que poderia ter aproveitado mais se tivesse sido mais disciplinada e faltado menos aulas, mas, as militâncias do PSTU, da Faculdade de Educação e do Movimento Feminista, também precisavam de mim e de todo o meu saber historicamente acumulado. Por este motivo, acredito que tão importante quanto aprender com a teoria, aproveitar as discussões em sala de aula e entregar os trabalhos nos prazo é refletir tudo o que eu aprendi na minha luta por um mundo justo e sem opressões.
Portanto, não irei falsear minha humildade e muito menos dizer que não mereço uma ótima nota, acho que mereço uma nota 10, pelo meu esforço, pela minha dedicação e principalmente, pelo meu aproveitamento. E gostaria também, se possível, agradecer pela correção do meu trabalho que foi caracterizado com um “bom trabalho” e o que poderia ser feito para que se tornasse um “ótimo trabalho.

Muito obrigada por tudo!
Adorei ter sido sua aluna.
Abraços,
Graziela Cupello.

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