sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Um breve lamentar.

Perder um amor é acreditar no desencanto
No abismo, no precipício, no vazio.
Sem saber se era ou não pra vida inteira
Mesmo sendo, aos poucos a gente vai aceitando
Que há mais espaço que sentimento
E que o amor por si, não basta.

Aprisionar um amor é mentir sozinho
Pro mundo, pra sua família, pra sua amiga.
Desenterrando a maldade mais escondida.
Antes do porvir, do desenlace final
São desnecessárias  tuas palavras
E a ameaça enfraquecida, se esvai.

Há quem continue a insistir
Há quem continue a chorar
De mim não verás nenhuma reação.
Não sentirás minha atenção
Somente uma apatia ligeira

Um breve lamentar .

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Geração Roubada.

Hoje faço 33
E se faço 33 é porque venci
Me aventurei desde o nascimento
Em uma jornada bizarra e silenciosa.
Fui fraca, fui forte, destemida e covarde.
Me perdi e não morri...
Me entreguei e não me rendi.

Muitos foram o que caminharam comigo
E depois escolheram outro trajeto
São momentos de lembranças sublimes
Dos muitos que não vejo mais.
Não os culpo, sobrevivemos quase juntos.
E agora são rostos, nomes e memoriais...
que avistamos em redes sociais.

Hélcios, Alyssons, Raphaelas; Kelles,
Robertas, Cassianas,; Alines ,Juniors
Andrés, Sayuris, Iuris, Marcelas;
Danielas, Michelles, Verônicas
E Maurícios...

Tantas histórias que se atravessam
A mais pura alienação de uma época
Histórias curtas, prolongadas, finalizadas.
Não amaldiçoem a minha geração!
Não culpem os adultos...
Que um dia foram vanguarda
De uma juventude traída
Iludida e roubada de seus ideais.
Uma geração que só pode avançar
Sobre si mesma...
Atropelou os sonhos de uma revolução
E agora se fortalece nas lutas
Dos que vieram depois.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sublimando.

É possibilidade vivida e repetida
Por inúmeras vezes, seguidamente...
Retorno ao caos e não consigo sair
Irei transcender antes que desperte

Não acenda as luzes das estrelas
Por hora quero a escuridão
Encerrando meus devaneios
E compartilhando meus surtos

Não é mais um ensaio
A execução será fiel aos propósitos
A dor cessará na beleza morte
E seguiremos

Não sou irmã, filha, neta, mãe.
A herança sobra para os cálculos perniciosos
É maldição de quem persegue
E o mal costuma desejar

É muita energia desperdiçada
É muita tristeza pra nada
Com gosto me entrego
E me rendo ao ponto final.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ensaio.

Não sinta pena de ninguém
Não avise a ninguém
Não deixe cartas, bilhetes
E muito menos poemas no blog.

Sua história é só mais uma
Tua depressão apenas te isola.
Teus medos, feridas...
São seus e de mais ninguém.

Não culpe ninguém por suas escolhas
Não procure desculpas, lamentações
Pratique um ato final e absoluto
Sem punir sequer a si mesmo.

Lembre-se de que é uma vitória
A realidade não te serve mais
Não tem família, amigos, amor.
Nada vai te atrapalhar.

Procure a forma menos dolorosa possível
Não deixará rastro para o sofrimento.
Não dê despesas, sujeiras e problemas.
Pague as contas e deixe tudo organizado.

E se tudo der certo e a morte chegar.
E saiba que não é covardia
Talvez seja o único ato de coragem
De tua existência insignificante

Incapaz...

Como seguir em frente
Eu não sei
Não consigo nem levantar.
Me falta ar...
Me falta amor...
Suficiente para superar.

É orgulho ou maldição?
É um transe irracional?

Não sou vítima e muito menos
A vilania me convém
Não encontro meu espaço
Me falta vida...
Me falta perfeição...
Para continuar.

É ciúme ou transição?
É uma previsão?

A solidão não me amedronta
A falsidade sim.
Não sou digna o bastante
Me falta tudo...
Do fisiológico ao espiritual.


Incapaz...

É a chance do fim. (poema de qualquer jeito)

Tantos poemas, tantos sorrisos...
Tantas palavras bonitas.
Tantas datas, horas, encontros...
De que valeu se o que estava guardado
Transbordou.

Mãos fechadas em punho
Dentes brancos à mostra
Hipocrisia escondida e latente
Esperando o momento de libertar
Todos os palavrões possíveis.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de boas notícias
E nem das más.

Não quero mais
Não quero mais
Saber de seus pares
Saber da tua vida

Sem medo me jogo nas trevas
Sei do esquecimento,
Do sofrimento.

Mas me entrego.

A traição é mais profunda
Do que se comenta
São intensos os efeitos
E imediata a resposta
É a chance do fim.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

À espera...

Anteontem
Meu despertar foi radiante
E ligeiramente ansioso o abrir de olhos
Agitados se mantiveram e encerraram
Mais um insólito dia cinza.

Ontem
Só restou uma presença esvaziada
Momentos de êxtase
Momentos de nada
Sem nenhuma satisfação garantida.

E hoje...
Minhas horas se repetem
Minhas mensagens se perdem
E nem mesmo o sol, o som
E os livros me bastam.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

O contrário de dentro.



Na serenidade...
Deixa estar.
Sem pressa e sem tempo marcado
Seguimos com nossas vidas
E não esperamos nada em troca.

Viver já é uma glória que precisa ser dominada.

Não quero estar atenta
E não quero mais servir.
Não quero precisar
Quanto ainda falta
Para eu voltar a sorrir.

Nossa história será registrada
Mas, não convém revirar páginas.
Preciso de outro espaço para
Escrever minhas memórias.

Meu amor agora será de lutas
Minha luta, nossa luta
A luta de um povo massacrado.
O quanto a minha consciência
Puder agüentar.

E se por acaso nossas vãs existências
Repletas de  juventude fresca
Se cruzarem nas multidões por aí
Veremos do que somos capazes.
Em território desconhecido.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifesto da Tristeza.





Se tudo é realmente inquietação
E depois a explosão.
O povo acordado, botando tudo pra fora.
Os gritos ecoam, a raiva contida se espalha.
E escorraça demônios opressores.

Mas,
Alguém precisa se guardar.
Alguém precisa ser ao egoísta.
Alguém precisa sofrer sozinho
Por uma causa que não é coletiva.

Se tudo é realmente dor
E depois anestesia.
Uma tristeza transborda, me afoga na cama.
Os sons cessam, a mente mergulha no escuro.
E encerra um coração que não é revolucionário.

E,
Alguém precisa se trancar.
Alguém precisa ruir.
Alguém precisa dormir
E não mais despertar.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Autoavaliação.


* Gostei tanto desse trabalho, da disciplina e da professora que decidi publicar em meu blog. Afinal, o blog é meu!


 Nunca fui muito boa em autoavaliação, mas acredito que o método se bem trabalhado pode ser mais satisfatório que qualquer prova, entretanto, a dificuldade está em conseguir fragmentar todo o meu aproveitamento na disciplina em critérios, mesmo quando esses critérios são relevantes ao somatório de todo o conhecimento adquirido.
Porém, irei enfrentar este dilema como um exercício, assim como tento fazer em todas as verificações e muitas vezes, por indisciplina não obtenho o resultado esperado, mesmo que apenas a aprovação em determinada matéria, seja esperada. Porque convenhamos, existem realmente cursos que nos preocupamos apenas com a obrigatoriedade da aprovação e não atentamos para elementos que realmente podem ser aproveitados academicamente e inclusive, na práxis profissional.
Com a “Administração Educacional” não foi assim, desde o primeiro dia de aula em que o curso nos foi apresentado eu sabia, que a minha perspectiva seria diferente dos demais alunos e desde então, me interessei em realmente aprender e devo isto, não somente a uma professora maravilhosa, como também, à literatura indicada, aos debates e troca de experiência em sala de aula e também os trabalhos escritos que envolveram a disciplina. Amei o filme: “Quando tudo começa”, que serviu de fundamento para a avaliação, como também, o que foi recomendado sem intenções: “Da servidão moderna”, que considerei um “choque”, uma “porrada”, em todos os valores previamente e socialmente construídos desde o meu nascimento, a verdadeira face do capitalismo e da ordem dominante.
Com relação ao livro indicado: “|Administração Escolar introdução crítica”, tornou-se um dos favoritos em minha pequena biblioteca, pois fez com que eu compreendesse Marx e Gramsci em uma área de conhecimento que carece de princípios que não sejam produzidos pelo capital, e junto com Lukács, fizeram com que eu tomasse parte de uma consciência crítica e reconstruísse a minha formação docente pautada pelo sentido de classe ao qual pertenço e ao seu lado devo lutar: a classe dos trabalhadores.
No entanto, não é somente de paixão ideológica que se faz uma disciplina e confesso que poderia ter aproveitado mais se tivesse sido mais disciplinada e faltado menos aulas, mas, as militâncias do PSTU, da Faculdade de Educação e do Movimento Feminista, também precisavam de mim e de todo o meu saber historicamente acumulado. Por este motivo, acredito que tão importante quanto aprender com a teoria, aproveitar as discussões em sala de aula e entregar os trabalhos nos prazo é refletir tudo o que eu aprendi na minha luta por um mundo justo e sem opressões.
Portanto, não irei falsear minha humildade e muito menos dizer que não mereço uma ótima nota, acho que mereço uma nota 10, pelo meu esforço, pela minha dedicação e principalmente, pelo meu aproveitamento. E gostaria também, se possível, agradecer pela correção do meu trabalho que foi caracterizado com um “bom trabalho” e o que poderia ser feito para que se tornasse um “ótimo trabalho.

Muito obrigada por tudo!
Adorei ter sido sua aluna.
Abraços,
Graziela Cupello.

OBS: Me adiciona no facebook!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Tarja Preta



Meu tempo é por onde minhas palavras escorrem
Gradativamente e sem exageros.
Um negativo se esfarela quando tocado por mim.
Não sou mais um tato puro e simplesmente.
Sou uma intuição efervescente, líquida
Estrutural e pós-moderna.

O desapego foi cultivado, brotou e floresceu.
É servido como chá e em dosagem mínima
Certas, freqüentes, necessárias e viciantes.
Não vivo mais sem esse elixir, poção mágica.
Estou curada da insensatez, antes crônica
Um presente, uma panaceia delirante.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Dois anos desconexos.



Uma estranha comemoração esta que se faz
São dois anos, 730 dias, 17.520 horas
De momentos incríveis, terríveis e felizes
Desembocando em um “agora”.

E agora?
O “já” não existe mais e ainda se perde.
Em uma história descontínua e impossível de finalizar.
Porém, já não temo mais...

Foi-se embora a propriedade privada
Em nossa revolução tão íntima e libertina.
Vidas se entrecruzam, permanecem ou se vão.
Um laço qualquer é desnecessário e aprisiona.

O amor enfim,
Não exige certificado ou escritura de posse.
Está por aí, em ti, em mim...
E em todas e todos que passam por nós.

Guarda em teu coração o meu espaço sem medir
E irá compartilhar das minhas lembranças mais bonitas
Dos meus sentimentos mais puros...
Estes que só te pertencem e a ninguém mais.