terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cante pra mim...


Nada mais a temer quando te avisto na escuridão
Não preciso abrir os olhos para saber
O quanto sua presença é fundamental.

Eu quero é me aquecer no seu calor interminável
Não preciso criar estórias para sentir
O quanto posso te amar em cada segundo.

Vou então repousar minha vida nos seus braços
Te envolver de um jeito bem mais fácil
Encontrar nos seus beijos a paz que persigo.

Para isso nada de um plano bem traçado
Nenhum problema me rende e me faz desistir.
Apenas cante, baby... Cante para mim.

Abismo.

Estamos à beira de um abismo
Inevitável queda
Mostrando os dentes
Pregando uma peça.
Estamos à beira de um colapso
Impossível tranqüilidade
Fazendo careta
Em prantos desabo.

Não queria uma mordida
Estarrecendo na amostragem
Somos estrangeiros desta terra
Sem liberdade.
Esperamos por uma paixão
Que teima em não vir
É triste quando ilude
Sem paz não posso sorrir

Chorei o máximo que pude
E ela não voltou...

sábado, 8 de outubro de 2011

Composições.

Para ti escrevo minha poesia taciturna
Versos límpidos como as águas de um rio
Suaves como as pétalas de um girassol
Um bem querer decifrável e iluminado.

Para ti escrevo minha prosa alucinada
Diálogos dialeticamente compreensíveis
Ficção de uma realidade contada
Um afeto tão meu para suas leituras.

Para ti escrevo minha canção lasciva
Melodia “beat” de compasso apressado
Refrão rítmico com sopros e metais
Ao final de um êxtase somente nosso.