domingo, 26 de junho de 2011

Introspecção

Minha casa repleta de teias
Abandonada de atenção
Sou eu e apenas eu
Culpada dos meus erros
Da minha falta de subversão.

Pensei em levantar hoje
A minha cabeça ao menos
E avistar um outro caminho
Que seja apenas meu
Um trabalho entre tantos
Para realizar e concluir.

Descrevo sem lamentos
Na ponta da caneta necessária
Não é preciso rasgar as páginas
Apenas virar com capricho
E escrever uma nova história.

Preciso me abraçar
E entrar dentro de mim
Procurar o que me fere
Sem medo de cair
Em outra contradição.

São os meus sonhos...
São as minhas metas...
Mesmo inatingíveis.

domingo, 19 de junho de 2011

E somos tantas...







Aprendendo a lidar com as adversidades,
Mesmo tão perto e quase na porta de nossas casas.
Intolerância, incompreensão e uma difícil definição,
De uma visível realidade.

Onde guardamos nossos “ismos”?
Sabendo que não há mais espaços para eles.
Liberte seus medos e deixe-os vagar no vazio,
De uma mente que comporte as futilidades.

Não é engraçado rir da desgraça alheia,
Não gosto de me ver encarnada em estereótipos.
Em essência nos mascaram em uma fragilidade
Pra esconder o que de verdade podem temer.

Seria cômico se não fosse ridículo,
Seria uma piada se não fosse misógina.
Até quando suportar essa imagem criada
Até quando submeter-se à ordem prescrita.

E somos tantas...
Mais da metade desse mundo.
Vivendo dos restos de uma história
Que nunca nos reconhece



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tive sonhos estranhos...

Tive sonhos estranhos
Ardi como em febre
Não rezei
Como zela os santos.
À sombra de uma amendoeira
Minha mente cria um cenário
Frágil, dormente...
Sou um personagem clonado
Pelos olhos de quem me acaricia.
E então fui como flora e fauna
Buscar o meu alimento
Na saliva da natureza agradecia
Pela farta viscosa que me nutria.

E eram ao todo sete anjos com chifres
Remendados com estopa e piche
Sofria de uma diarréia compulsiva
E nenhuma remédio para curar.
Sentia uma saudade que não sei
Era vertigem, pigarro e uma tosse
A fumaça evaporava de um vulcão
Todo azul e melado de lava quente