sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ártemis.

Eu quero uma palavra que desate nós
Da minha poesia intricada nos seus absurdos
Fui traída e jogada na lama dos meus pesadelos
A rejeição me enlaçou em seus desígnios
A inspiração se foi e com ela seus algozes
Perdidos no prazer devasso que não mais existe
E ela é tudo o que persiste indefinidamente
Na minha mente alucinada, alterada...
Não tenho mais noção dos meus próprios passos
Não tenho mais noção das minhas entregas
Tudo é muito profundo em qualquer atitude
Me perco na confusão sem perceber
O quanto desperdicei nas inutilidades
De uma vida em comum
De um amor lascivo e intenso
Que não me cabe mais.

Abismo.

Estamos à beira de um abismo
Inevitável queda
Mostrando os dentes
Pregando uma peça.
Estamos à beira de um colapso
Impossível tranqüilidade
Fazendo careta
Em prantos desabo.

Não queria uma mordida
Estarrecendo na amostragem
Somos estrangeiros desta terra
Sem liberdade.
Esperamos por uma paixão
Que teima em não vir
É triste quando ilude
Sem paz não posso sorrir

Chorei o máximo que pude
E ela não voltou...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Listando amigos.


Parece que começo a entender
A profundidade de mecanismo
As engrenagens de um processo
Do funcionamento da lei
Natural dos bicudos.
Lei das voltas
Das armadilhas

Eu acharco
Tu acharcas
Ele acharca
Nós acharcamos
Vós acharqueis
Eles acharcam

Minha garantia é o que eu consigo
Impor
Em posturas
Atitudes
Obtido apenas

  Com o que posso

Oferecer
Proporcionar
Satisfazer
De nada vale
O que é realmente bom
E agora percebo
Que o mundo
é capaz de transformar
a merda da vida que temos
em uma feliz estadia.