segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Meu ego.


Notícias de última hora chegam sem avisar
Seria um boato maldito que difunde e difama.
Que se atravessem as más línguas!
E se confundam inebriadas em veneno.

Estamos no auge de todos os fados
Uma comédia novelística sem enredo.
Ressoa de lá não-sei-onde
E morre seca aqui na minha frente.

É o que me alimenta mesmo sem nutrir
Mas não se sustenta em mim para seguir
Venha atentar e se perca na minha realidade.

E se essa energia se inverte ao me alcançar
Pode descarregar esse ódio, erra raiva contida
Transformo a inveja em borboletas e fim.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cante pra mim...


Nada mais a temer quando te avisto na escuridão
Não preciso abrir os olhos para saber
O quanto sua presença é fundamental.

Eu quero é me aquecer no seu calor interminável
Não preciso criar estórias para sentir
O quanto posso te amar em cada segundo.

Vou então repousar minha vida nos seus braços
Te envolver de um jeito bem mais fácil
Encontrar nos seus beijos a paz que persigo.

Para isso nada de um plano bem traçado
Nenhum problema me rende e me faz desistir.
Apenas cante, baby... Cante para mim.

Abismo.

Estamos à beira de um abismo
Inevitável queda
Mostrando os dentes
Pregando uma peça.
Estamos à beira de um colapso
Impossível tranqüilidade
Fazendo careta
Em prantos desabo.

Não queria uma mordida
Estarrecendo na amostragem
Somos estrangeiros desta terra
Sem liberdade.
Esperamos por uma paixão
Que teima em não vir
É triste quando ilude
Sem paz não posso sorrir

Chorei o máximo que pude
E ela não voltou...

sábado, 8 de outubro de 2011

Composições.

Para ti escrevo minha poesia taciturna
Versos límpidos como as águas de um rio
Suaves como as pétalas de um girassol
Um bem querer decifrável e iluminado.

Para ti escrevo minha prosa alucinada
Diálogos dialeticamente compreensíveis
Ficção de uma realidade contada
Um afeto tão meu para suas leituras.

Para ti escrevo minha canção lasciva
Melodia “beat” de compasso apressado
Refrão rítmico com sopros e metais
Ao final de um êxtase somente nosso.

domingo, 26 de junho de 2011

Introspecção

Minha casa repleta de teias
Abandonada de atenção
Sou eu e apenas eu
Culpada dos meus erros
Da minha falta de subversão.

Pensei em levantar hoje
A minha cabeça ao menos
E avistar um outro caminho
Que seja apenas meu
Um trabalho entre tantos
Para realizar e concluir.

Descrevo sem lamentos
Na ponta da caneta necessária
Não é preciso rasgar as páginas
Apenas virar com capricho
E escrever uma nova história.

Preciso me abraçar
E entrar dentro de mim
Procurar o que me fere
Sem medo de cair
Em outra contradição.

São os meus sonhos...
São as minhas metas...
Mesmo inatingíveis.

domingo, 19 de junho de 2011

E somos tantas...







Aprendendo a lidar com as adversidades,
Mesmo tão perto e quase na porta de nossas casas.
Intolerância, incompreensão e uma difícil definição,
De uma visível realidade.

Onde guardamos nossos “ismos”?
Sabendo que não há mais espaços para eles.
Liberte seus medos e deixe-os vagar no vazio,
De uma mente que comporte as futilidades.

Não é engraçado rir da desgraça alheia,
Não gosto de me ver encarnada em estereótipos.
Em essência nos mascaram em uma fragilidade
Pra esconder o que de verdade podem temer.

Seria cômico se não fosse ridículo,
Seria uma piada se não fosse misógina.
Até quando suportar essa imagem criada
Até quando submeter-se à ordem prescrita.

E somos tantas...
Mais da metade desse mundo.
Vivendo dos restos de uma história
Que nunca nos reconhece



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tive sonhos estranhos...

Tive sonhos estranhos
Ardi como em febre
Não rezei
Como zela os santos.
À sombra de uma amendoeira
Minha mente cria um cenário
Frágil, dormente...
Sou um personagem clonado
Pelos olhos de quem me acaricia.
E então fui como flora e fauna
Buscar o meu alimento
Na saliva da natureza agradecia
Pela farta viscosa que me nutria.

E eram ao todo sete anjos com chifres
Remendados com estopa e piche
Sofria de uma diarréia compulsiva
E nenhuma remédio para curar.
Sentia uma saudade que não sei
Era vertigem, pigarro e uma tosse
A fumaça evaporava de um vulcão
Todo azul e melado de lava quente

terça-feira, 17 de maio de 2011

Congruência Angular.


 
Seria assim
Fácil de explicar
Uma fórmula que encontrei
Para minimizar as diferenças
entre as igualdades
Superiores e inferiores
De todas as formas de amar.
Não há encaixe, adaptação
Isso é certo.
Mas os cálculos zeram
qualquer equação complexa.
Suplementando a 69 graus
de puro êxtase.
Reduzindo em fatores
de segundos suplicantes.
Escorregando no percentual líquido
Consigo encontrar o resultado
Da função genial de satisfação plena.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ciúmes


 

Ali bem perto dos meus olhos
E mesmo longe dos meus domínios.
Pressinto a configuração do cenário
Desmanchando os nós da minha rede
Entre as neuroses que eu ouso pensar.

Tento não me destruir em palavras
Que se apresentam inevitáveis.
Estabeleço uma dialética enlouquecedora
E nesses momentos de tortura plena
Não me servem as flores do dia.

É quando os meus sentidos me traem
Me enganam e trazem à tona um passado.
Te faço chorar e me arrependo demais
Dos avisos falsos que nada sinalizam
E não cabem em nossa estória de amor.

Traquinagens de uma mente doentia
Avisto uma miragem embaçada.
Em vários desatinos ensandecidos.
Ilusão não é o que me falta
Pra desfalecer em meus delírios.

Para o nosso bem não existe perfeição.
Seria insensato contradizer o amor.
E perder a coragem na minha idade
Já é um acontecimento tardio.
Para não dizer esquisito.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ártemis.

Eu quero uma palavra que desate nós
Da minha poesia intricada nos seus absurdos
Fui traída e jogada na lama dos meus pesadelos
A rejeição me enlaçou em seus desígnios
A inspiração se foi e com ela seus algozes
Perdidos no prazer devasso que não mais existe
E ela é tudo o que persiste indefinidamente
Na minha mente alucinada, alterada...
Não tenho mais noção dos meus próprios passos
Não tenho mais noção das minhas entregas
Tudo é muito profundo em qualquer atitude
Me perco na confusão sem perceber
O quanto desperdicei nas inutilidades
De uma vida em comum
De um amor lascivo e intenso
Que não me cabe mais.

Abismo.

Estamos à beira de um abismo
Inevitável queda
Mostrando os dentes
Pregando uma peça.
Estamos à beira de um colapso
Impossível tranqüilidade
Fazendo careta
Em prantos desabo.

Não queria uma mordida
Estarrecendo na amostragem
Somos estrangeiros desta terra
Sem liberdade.
Esperamos por uma paixão
Que teima em não vir
É triste quando ilude
Sem paz não posso sorrir

Chorei o máximo que pude
E ela não voltou...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Listando amigos.


Parece que começo a entender
A profundidade de mecanismo
As engrenagens de um processo
Do funcionamento da lei
Natural dos bicudos.
Lei das voltas
Das armadilhas

Eu acharco
Tu acharcas
Ele acharca
Nós acharcamos
Vós acharqueis
Eles acharcam

Minha garantia é o que eu consigo
Impor
Em posturas
Atitudes
Obtido apenas

  Com o que posso

Oferecer
Proporcionar
Satisfazer
De nada vale
O que é realmente bom
E agora percebo
Que o mundo
é capaz de transformar
a merda da vida que temos
em uma feliz estadia.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Maldade

Veneno sem fórmula
Sem receita para comprar
Todos os dias você o cospe,
Visando atingir
A primeira pessoa feliz,
Que puder encontrar,
Não me estenda a mão,
Se ainda é capaz de abraçar.
E não me negue a chance
De ser como sou
Apenas para os fúteis
Que não se importam
Nem brilham
Como a felicidade
Que as estrelas ousaram
Me mostrar
Experimento, enfim
Sensações
Onde posso me extasiar
É esta a realidade que preciso
Nada mais me desvirtua
Sou apenas um ser humano
Livre...