domingo, 5 de setembro de 2010

Excremento da Salvação




Era de tarde quando vi
O pastor na praça
Em uma mão a bíblia
E na outra a desgraça.
Declamando em nome de Deus
E da sua conta bancária.
É a igreja que te acolhe
E suga sua alma
Enganando sua inteligência
E trazendo respostas
Para o excremento da salvação.
Finalmente alcanço a visão esperada
Dos meus senhores supremos
Em louvores, fanatismo...
Descarrego que vai pela latrina
Indesejáveis circuncisões do destino
A fé mostra o caminho
O talão de cheque abre as portas.
Venham irmãos !!!

Signo da Liberdade.

Nascidos em qualquer data
De qualquer ano...
De qualquer época
Não há previsão que determine.
Não há tempo que seja favorável
Tudo pode ser contra
E ao mesmo tempo a favor.
Nascidos em desejos conflitantes
Na polêmica das opiniões
Quase sempre contraditórias.
Me vejo em seu lugar
Na extremidade dos sentimentos.
Sem razão.
Fui tomada por essa onda
Enfatizando meus desejos.
À surdina, nocivamente.
Sem laços paternais
Sem amizades confortáveis.
E com todos os riscos
Para agüentar.

Libertos...
Libertinos...
Gerados para apreciar,
E experimentar.

Sangue compartilhado
Sensações determinantes
Genética infalível.
O que você precisa agora?
Calor que transcende?
Alimento energético para a alma?
Nada...
Estou liberta.

Era uma madrugada quente quando eu saí de ti

Era uma madrugada quente quando eu saí de ti
E me acalentaste em seus braços em seu peito
E eu pude sentir pela primeira vez
A essência de um amor pleno
E por todos os anos em vivi errando e acertando
Você sempre estava ali me guardando
Me abençoando e dizendo sim.
Sei que é impossível retribuir por tudo
O que eu tenho e por tudo o que eu sou.
E podem até negar, mas acho que pareço contigo.
Não em feições, quimeras da genética.
Caracteres parentais que nada contribuem
Mas em espírito, em princípios, índole...
Obrigada minha mãe.
Por ser minha ídola, minha inspiração
E meu modelo a seguir.
Muito obrigada por ser minha mãe.
Feliz Natal mamãe!

Niterói, 25 de dezembro de 2009.
Meu último natal com a mais generosa de todas as mulheres.
Saudade...

Cadela

Te aguardo no portão cheirando seus botões.

Me desfaço em cada grito esbravejado
E me construo em cada carinho estarrecido
Meu nome nem sei mais
Me chamam tristeza, desapego, drama...
Mas a verdade é que não sofro tanto
Quanto os meus amigos na noite insólita.

Apego-me a qualquer afago
Sendo de chicote ou sendo de cuidado
E permaneço à espreita, silenciosa
Esperando pelo teu abraço
Não gosto de mim
Eu não me amo mais do que um qualquer
Sou um trocado dado sem garantia
Sem retorno, sem maiores intimidades.

E mesmo assim sigo na tua sombra
Medo de brincar sozinha, de jogar sem adversário.
Lança seu dado e beijarei teus pés
Servirei tua mesa, limparei seus talheres.
Nasci para isso.
Ser tua comida, sua bebida e sua cadela,
Para quando me quiser calar.

Onde estaremos daqui em diante?

Onde estaremos daqui em diante?
Não sei...não lembro...Me perdi por aí!
O que peço se não uma dose de carinho
Satisfação...encerramos....é o fim!


Estaremos onde alguém...
algum dia
Esquecerá de si...
La...la...la
Por onde andará nossa paz!


Verdes negativos e fotocromáticos
São os seus pensamentos!
Absurdos e belos como fontes
Insights consternados
Repleto de emoções.
Quem eu sou sem você?
Por onde caminharemos quando a chuva passar?



Cannabis tem muito a ver com ilusão

Saudade...