segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aos que encostam...

Temo mesmo trancada em meu quarto
Com a luz acesa, som ligado
Cantos Gregorianos
Livros em volta
Papai do céu na parede
Internet 250 kb por segundo
E mesmo assim
Temo...


Medo de imagens sombrias
Clarões repentinos
Que nunca realmente
Chegam a acontecer.
Medo de virar os olhos
Ter meu corpo agarrado
Escurecer a mente
Adormecer.

O que vejo me engana
O que escuto trama com
Com o mundo que imagino
Ilusão demasiadamente rotineira.
Acredito somente no que sinto
À espreita esperando
O melhor momento
Para me enlouquecer.

sábado, 18 de abril de 2009

Tive sonhos estranhos

Tive sonhos estranhos
Ardi como em febre
Não rezei
Como zela os santos.
À sombra de uma amendoeira
Minha mente cria um cenário
Frágil, dormente...
Sou um personagem clonado
Pelos olhos de quem me acaricia.
E então fui como flora e fauna
Buscar o meu alimento
Na saliva da natureza agradecia
Pela farta viscosa que me nutria.

E eram ao todo sete anjos com chifres
Remendados com estopa e piche
Sofria de uma diarréia compulsiva
E nenhuma remédio para curar.
Sentia uma saudade que não sei
Era vertigem, pigarro e uma tosse
A fumaça evaporava de um vulcão
Todo azul e melado de lava quente.

Poesia para uma pessoa só

Queria ter muitas e ser tantas
pra te satisfazer.
Viver a mil em todos os lugares
presente e ausente
segundo o seu desejar.
Seria sempre assim
vagando pelos teus cabelos
e segredos.
Buscando todos os dias
motivos pra te ver sorrir
motivos pra te ver chorar.
E encontrando
Razões pra te ferir
Razões pra voltar.
Que medo nos atinge
no ponto certo?
Que medo mais tortura
a imaginação?
Posso tentar encontrar
mais algumas coisas.
Porém...
Nada será como antes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Alguns versos para te reencontrar.

Como eu poderia te dizer?
Sem evidenciar a minha timidez
As razões de um sorriso tão meu
Tão simples e tão claro...
Como descrever momentos tão agradáveis?
Sem cair em versos maçantes.

Tarde radiante
Iluminada...
De pensamentos efervescentes.
Te avisto na direção certa
Mas ainda me falta algo
Para esconder a falta de jeito

E é tanto o que eu quero...
Desejo sublime
De uma serena espera.
Não temas doce menina
De olhos grandes e assustados...
A intimidade é sincera e inevitável.

Noite amena
Brilhante...
De conversa aflorada.
E atravessando o mar
Uma pequena recompensa.
A pressa que não tenho
É o motivo para te reencontrar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Neurótica eu?

Perdoa eu
Se toda a minha real existência
Já não consegue sobreviver...
Se a cada medida qualquer do tempo
Minhas entranhas em abstinência
Enfrentam o infinito
Até então insondável.
Perdida estou eu
Em sua constelação
Decadente
Que transcende toda a atmosfera.
Um radar é o que tenho.
Um sexto sentido talvez...
Nunca errei a esse respeito.
Perdoa eu...
Se perco as estribeiras
Apostando no queira ou não queira
Sabendo que a vida não é um jogo
De armar...
Perdoa eu...
E esse descontrole infanto-juvenil.
Esse personagem forçado
Que não recebe aplausos.
De trajetória inconstante
Submissa... masoquista....
Perdoa eu...
E me deixe aqui
Longe dos estranhos
Tão estranhos...
Terrivelmente sozinha
E feliz...

domingo, 12 de abril de 2009

Introdução



A observação, a meditação e a reflexão, dentro de um caráter bem pessoal tentaram sempre preencher com respostas e entendimento sobre reações humanas. E tais reações nos condicionam apenas ao levantamento de uma nova questão: Por que a medida que o tempo passa nos tornamos cada vez mais passíveis em relação ao poder se ao homem foi dado a noção para destruir e construir segundo o seu bem querer?
Temos a razão que nos distingue dos animais irracionais e nada fazemos para tornar isso realmente verdadeiro e como prova de que estou certa, basta olhar ao redor, a todo momento agimos por instinto, com algumas diferenças claras de que o irracional segue apenas a sobrevivência, enquanto que nós nos deixamos levar pela cobiça que alimenta a insatisfação.
Precisamos muito mais do que pouco e muito é insuficiente para nos garantir a liberdade de não querer mais nada.
Eu tenho um sonho de não desejar mais nada além do que realmente preciso, mas sou humana e como sabem somos inocentes ao pensar que temos maldade e vícios para não esquecermos que estamos vivos. Chego a pensar que o vício é herança genética , assim como o pecado é uma herança espiritual.
Mesmo querendo viver a parte desses conceitos, estaremos sujeitos ao julgamento dos homens, iguais em pecados e vícios e para abolir com isso tudo é preciso necessariamente romper com a sociedade em questão e viver em um mundo solitário ou quem sabe achar alguém tão louco o quanto para compartilhar.
Somos humanos e somos animais.
Somos puros, pecadores e viciados na mesma proporção
Eu escolhi viver em um mundo assim ...
E você?